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E que gooool! Osmar Santos completa 73 anos nesta quinta-feira

O fenômeno do rádio brasileiro sofreu acidente em 22 de dezembro de 1994

Osmar Santos foi o maior narrador do rádio brasileiro

Por: , 28/07/2022

Campinas, SP, 28 (AFI) – Um dos maiores narradores do rádio brasileiro tornando-se um ícone da narração esportiva a partir da década de 1970, está completando nesta quinta-feira (28), mais um ano de vida. Trata-se do ex-narrador Osmar Santos que completa 73 anos. Osmar nasceu no dia 28 de julho de 1949, na cidade de Osvaldo Cruz, interior paulista. Algumas narrações esportivas beiram a perfeição como o gol de Basílio em 1977, quando o Corinthians encerrou o martírio de 23 anos sem títulos. Osmar Santos, trabalhou em vários veículos de rádios e TV e tem como irmãos na imprensa os narradores Oscar Ulisses e Odinei Edson.

TRAJÉDIA COM A VOZ  E DIRETAS JÁ

Infelizmente, Osmar Santos não voltou a narrar mais, mas sobreviveu devido a um grave acidente ocorrido no dia 22 de dezembro de 1994, na estrada que liga Marília a Lins, no interior de São Paulo, encerrando assim uma brilhante carreira.  Em 1984, Osmar esteve à frente dos comícios gigantescos pelas eleições diretas, na campanha das Diretas Já. A passeata que se iniciou na praça da Sé e culminou até o Vale do Anhangabaú com mais de um milhão de pessoas que contou com as participações do saudoso atleta Sócrates, Lula, Leonel Brizola, Ulisses Guimarães, Franco Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Adilson Monteiro Alves, Fafá de Belém, entre outros. 

Nos anos 70, o rádio não desfrutava da tecnologia atual. Mas a narração de Osmar Santos era uma cópia fiel do que acontecia nos gramados. Carismático, inteligente, popular, com dicção perfeita e uma velocidade de raciocínio impressionante, o “Pai da Matéria”, foi uma das vozes marcantes da história do jornalismo esportivo. Ele completa 73 anos nesta quinta-feira. Infelizmente, um acidente de carro, em dezembro de 1994, interrompeu sua carreira. Sequelas atingiram a fala, sua maior aliada.

Com a companhia do irmão Oscar Ulisses, um dos grandes narradores da atualidade, Osmar reviveu momentos da carreira iniciada aos 14 anos em Osvaldo Cruz (SP) e com passagens marcantes pelas rádios Jovem Pan e Globo, e TVs Manchete, Record e Globo. “A Invasão Corintiana”, em 1976; o título paulista do Corinthians em 1977, o Palmeiras de Edmundo (O “Animal”, apelido dado por ele) e vários momentos da seleção, como as Copas de 1970 e 1982 foram lembrados, assim como a admiração por Neymar, com início de carreira no Santos, seu time de coração, os elogios a Tite e a tristeza pelo 7 a 1 na Copa de 2014, no Brasil.

A mais marcante presença de Osmar fora dos gramados se deu na participação nas Diretas Já, quando utilizou o seu carisma e talento com as palavras para conduzir comícios. Além de Oscar, outro irmão, Odinei Edson, e o primo Ulisses Costa também se tornaram narradores, seguindo os passos de Osmar.

Hoje distante do mundo esportivo, mas sem deixar de acompanhá-lo, Osmar passa até 5h por dia se dedicando à pintura, inclusive com aulas semanais. Ao mesmo tempo que lhe deu novo jeito de viver, o destino quis que Osmar perdesse a voz, seu maior tesouro. Talvez para manter intactos seus feitos, como uma obra de arte.

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