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Perigoso fora de casa e forte fisicamente, Tolima é desafio “chato” para o Flamengo de Paulo Sousa

Por Redação em 27/05/2022 às 17:31:51 Colombianos quebraram invencibilidade de 37 jogos do Atlético-MG em BH, mas apresentam fragilidades defensivas. Cariocas têm histórico positivo contra clubes colombianos Um rival que não assusta, mas deixa o Flamengo em estado de alerta. O sorteio das oitavas de final da Libertadores colocou pela frente do time de Paulo Sousa um adversário inédito: o Tolima nunca cruzou o caminho dos rubro-negros na história. O encontro, por sua vez, reserva um feito raro de duas vitórias em território brasileiro na fase de grupos e uma invencibilidade de 11 jogos dos colombianos.

Ao derrotar por Atlético-MG por 2 a 1 no Mineirão na última quarta-feira, o time de Ibagué, conhecida como capital colombiana da música, foi além da classificação ao mata-mata em disputa que estava acirrada com o Independiente del Valle. Agora, são sete vitórias e quatro empates nos últimos 11 jogos e o feito de vencer mais de um time do Brasil fora de casa numa mesma edição de Libertadores, algo que somente Peñarol (1982), Argentinos (1985), Boca (2003) e Barcelona (2017) tinham conseguido na história.

Tolima vence o Atlético-MG no Mineirão, pela Libertadores

Alessandra Torres/AGIF

Com performance melhor longe da Colômbia do que em casa, o Tolima terminou a fase de grupos como o melhor segundo colocado, com 11 pontos, sendo superado pelo Galo na chave H pelo saldo de gols (4 a 1). Os 10 gols marcados e nove sofridos indicam um time que não abdica do ataque onde quer que seja, mas oferece espaços para os adversários. Atlético e América-MG marcaram dois gols cada no estádio Manuel Murillo Toro.

– O Tolima é frágil defensivamente em partidas que precisa tomar a iniciativa. A questão é que fora de casa, quando o time vai mais organizado e concentrado em seu momento defensivo, se torna muito mais forte, já que deixa menos espaços e conecta bem as ações de contra-ataque – define o comentarista da TV Globo em Belo Horizonte, Henrique Fernandes, que acompanhou todos os seis jogos dos colombianos na primeira fase.

Dono da terceira melhor campanha, o Flamengo fará a primeira partida em Ibagué, em data na última semana de junho ainda a ser confirmada. Será a 16ª vez que o clube entrará em campo na Colômbia e a primeira em um mata-mata da Libertadores. Até aqui, o retrospecto é ótimo, com nove vitórias, três empates e somente três derrotas, 20 gols marcados e 13 sofridos.

Cahê Mota, sobre confronto do Flamengo na Libertadores: “É hora de olhar mais para si”

Pela Libertadores, o Flamengo já enfrentou equipes colombianas em oito oportunidades, mas a maioria absoluta na fase de grupos. Apenas o Deportiva Cali cruzou o caminho em fase mais agudas, no triangular semifinal da campanha do título de 1981, quando os cariocas venceram por 1 a 0 fora de casa e 3 a 0 no Maracanã, classificando-se para vencer o Cobreloa na decisão.

Confrontos entre Flamengo x Colombianos na Libertadores

1 x 0 Deportivo Cali 1981 Semifinal

3 x 0 Deportivo Cali 1981 Semifinal

1 x 1 América de Cali 1984 Fase de grupos

2 x 1 Junior 1984 Fase de grupos

4 x 2 América de Cali 1984 Fase de grupos

3 x 1 Júnior 1984 Fase de grupos

1 x 2 América de Cali 1993 Fase de grupos

1 x 3 América de Cali 1993 Fase de grupos

1 x 0 Nacional de Medellín 1993 fase de grupos

3 x 1 Nacional de Medellín 1993 fase de grupos

0 x 1 Once Caldas 2002 Fase de grupos

4 x 1 Once Caldas 2002 Fase de grupos

0 x 0 Santa Fé 2018 Fase de grupos

1 x 1 Santa Fé 2018 Fase de grupos

2 x 1 Junior 2020 Fase de grupos

3 x 1 Júnior 2020 Fase de grupos

Flamengo e Tolima decidem uma vaga nas quartas de final da Libertadores em dois confrontos. O primeiro será na última semana de junho, na Colômbia, e a decisão da classificação uma semana depois, no início de julho, no Maracanã. Antes, porém, o time de Paulo Sousa tem sete compromissos pelo Brasileirão, a começar pelo Fla-Flu de domingo, às 18h (de Brasília), pela oitava rodada.

Confira a opinião de especialistas sobre o Tolima

Paulo Vinícius Coelho, comentarista da TV Globo

“O Tolima não é um time que você olhe e meta medo, como seriam Boca Juniors e River Plate, que foram primeiros em suas chaves e não pegariam o Flamengo. Não é um clássico como seria contra o Corinthians. Mas tem algumas coisas para se notar. Primeiro, a viagem é longa e cansativa, atrapalha. Segundo, o time é forte e tem velocidade com o Plata pelo lado direito, o Rangel na entrada da área como atacante, tem um jogador experientes como o Ibarguen, campeão da Libertadores de 2016 pelo Atlético Nacional.

Não é uma defesa sólida, tomou dois gols do América-MG e do Atlético-MG em casa. Então, jogar em Ibagué, embora a viagem seja complicada, não é um problema. O Tolima ganhou do Del Valle, empatou com o América e perdeu para o Atlético. Em casa, não é avassalador, é acessível. Mas é um time chato, que marca muito forte e sai com muita rapidez, especialmente pelo lado direito com o Plata. É um adversário que vai vender caro uma eliminação.

Foi o melhor time do campeonato colombiano na fase de classificação e é sempre perigoso fora de casa, tanto que quebrou a invencibilidade do Atlético depois de 37 partidas sem perder em casa. É um ponto a se ponderar da dificuldade que o Flamengo vai ter no confronto. O melhor adversário seria o Cerro, o Emelec… Seriam em tese mais fáceis que o Tolima, que é um rival chato”.

Henrique Fernandes, comentarista da TV Globo

“O Tolima é o time mais competitivo do futebol colombiano se considerarmos 2021 e 2022, sempre sob o comando do Hernán Torres, ex-goleiro do clube e que também foi o treinador na vitória histórica sobre o Corinthians na pré-Libertadores de 2011. É um time de muita força defensiva, pegada no meio-campo principalmente com os seus volantes (Rios, Rovira, Urenã ou Trujillo, qualquer que seja a dupla), e sempre montado para explorar bastante a velocidade, principalmente com o ponta-direita Anderson Plata, que teve passagem discreta pelo Athletico-PR entre 2018 e 2019 e é o principal nome do time, pela agilidade e a capacidade de superar adversários no um contra um. Ele não é um driblador, mas tem muita noção de quando acelerar o jogo e uma capacidade física impressionante, então costuma levar bastante vantagem.

O time que já era forte em 2021 (mesmo depois da venda do seu meia mais brilhante no meio do ano, Campaz, para o Grêmio) teve acréscimos interessantes para a Libertadores, como o volante Brayan Rovira, que chegou do Atlético Nacional, e faz boa dupla com Juan David Ríos, volante que equilibra o time defensivamente. Também chegou Ibargüén, que foi campeão da Libertadores 2016 no Atlético Nacional, e fechou bem a chave de grupos pela ponta esquerda e o centroavante Michael Rangel, que chegou do Mazatlán do México, e ofereceu o desafogo para as bolas longas do time, sendo um pivô que dificilmente perde a bola.

O Tolima é mais frágil defensivamente em partidas que precisa tomar a iniciativa. Não por acaso, sofreu dois gols como mandante para Atlético e América na primeira fase e teve dificuldades com contra-ataques do Del Valle na única partida que venceu em Ibagué. A questão é que fora de casa, quando o time vai mais organizado e concentrado no seu momento defensivo, o Tolima se torna uma equipe muito mais forte, já que deixa menos espaços e conecta bem as ações de contra-ataque mais diretas com Plata, seja diretamente a partir dos volantes ou passando pelo meia-armador do time, Cataño, que tem bom passe. Como visitante, o time fez 7 pontos em 9 possíveis no grupo.

Na defesa, o goleiro é Alexander Domínguez, da Seleção do Equador, bastante experiente e que costuma controlar bem em jogos difíceis, como no jogo da classificação contra o Atlético, em que fez boas defesas, mesmo tendo falhado no lance do gol de Eduardo Sasha. O lateral-direito Marulanda é mais defensivo, enquanto que Junior Hernández, titular absoluto desde o ano passado na esquerda, se apresenta muito mais para o jogo ofensivo e tem boa técnica. A dupla de zaga tem um defensor mais rápido, Moya, e um de mais força e imposição física, Julián Quiñonez, que também é muito perigoso no jogo aéreo ofensivo. Quiñonez é capitão do time e uma referência para torcida. Está lá desde 2014.

Enfim, é um time que vai tentar levar o confronto com o Flamengo para o campo mais físico. Entendem bem a inferioridade técnica e não tem receio nenhum em baixar bloco e correr atrás do toque de bola adversário os 90 minutos, se precisar. Fizeram isso em 5 dos 6 jogos da primeira fase muito claramente, nos dois contra Atlético e Del Valle e no jogo contra o Coelho no Independência. Pra eles, não é desconfortável. Vão pressionar sempre o homem da bola, vão cometer faltas, se preciso. Por estarem sempre chegando a fases finais dos torneios da Colômbia (chegaram nos dois em 2021 e já estão na fase final de novo em 2022), vão acreditar sempre.

E uma última observação: logística complicadíssima para chegar a Ibagué. Voo até Bogotá e depois, estrada. 200 km de uma estradinha sinuosa demais. Atlético e América voltaram muito desgastados de lá. Nunca um time brasileiro tinha vencido em Ibagué pela Libertadores até a vitória do Galo na estreia de ambos na competição”.

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