Campinas, SP, 23 (AFI) – A menos de 40 dias da aguardada final da Libertadores, a cidade de Lima foi colocada em estado de emergência pelo presidente interino do Peru, José Jerí. A medida busca conter a onda de protestos e criminalidade que tomam conta da capital peruana.
A Conmebol segue de olho no cenário, já que a decisão do torneio está marcada para o dia 29 de novembro, no Estádio Monumental.
Apesar do clima tenso, até agora a entidade máxima do futebol sul-americano não sinalizou mudança de sede para a decisão.
O ideal para a Conmebol é bater o martelo sobre o local antes mesmo do fim das semifinais da Libertadores. Nesta semana, o Flamengo largou na frente ao vencer o Racing por 1 a 0 no Maracanã. Palmeiras e LDU duelam no dia 30 de outubro, em São Paulo, valendo a outra vaga na grande final.
Antes disso, Flamengo e Racing se enfrentam novamente, desta vez na Argentina.
LIBERTADORES
A declaração de emergência tem validade de 30 dias, encerrando pouco antes da decisão. Em 2019, situação parecida já havia forçado a mudança da final de Santiago para Lima após intensos protestos no Chile.
Desta vez, a capital peruana enfrenta manifestações lideradas por jovens, que o governo tem classificado como atos de terrorismo. As ruas contam com reforço policial e ação das Forças Armadas, além de novas regras para eventos esportivos, culturais e religiosos, que agora precisam de autorização prévia.
Entre as medidas estão a intensificação de revistas, fiscalização de documentos e restrições em penitenciárias. O toque de recolher não foi decretado, mas a presença de agentes de segurança foi ampliada em toda a região metropolitana.
PROTESTOS
A crise política no Peru se agravou após o impeachment da ex-presidente Dina Boluarte, afastada por unanimidade sob acusações de corrupção e “incapacidade moral”.
Ela também é alvo do chamado “Rolexgate”, investigação sobre relógios de luxo não declarados. José Jerí assumiu o comando do país em 10 de outubro e já enfrenta protestos exigindo sua saída.
Os atos começaram ainda durante o mandato anterior, quando uma reforma no sistema de aposentadoria do país levou milhares, especialmente jovens, às ruas.
O presidente interino afirmou que defenderá a soberania e entregará o poder ao vencedor das eleições, previstas para abril de 2026.
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