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5 vezes em que o Flamengo calou gigantes europeus

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Ao longo das décadas, o futebol brasileiro revelou gigantes do futebol, incluindo o prêmio da FIFA, deixando os fãs do esporte aos pés do nosso talento. E quando se fala em tradição, camisa pesada e glória internacional, o Flamengo é um dos primeiros nomes que vêm à mente.

Mais do que formar ídolos, o clube carioca protagonizou confrontos históricos contra times da elite europeia — e não apenas jogou de igual para igual: venceu, convenceu e calou gigantes. Com a chegada do novo Mundial de Clubes, que será realizado entre junho e julho de 2025, nos Estados Unidos, é hora de relembrar cinco momentos emblemáticos em que o Flamengo mostrou ao mundo sua força contra adversários europeus. Sim, o rubro-negro já bateu de frente com os melhores da Europa — e venceu.

1. Flamengo 3 x 0 Liverpool – Campeão Mundial em 1981

Não há como começar essa lista de outro jeito. Em 13 de dezembro de 1981, o Flamengo entrou em campo no Estádio Nacional de Tóquio para disputar a final do Mundial de Clubes, contra o poderoso Liverpool, campeão europeu da época. E o que se viu foi um baile.

Zico foi o maestro. Nunes marcou dois gols e Adílio completou o placar: 3 a 0, com sobras. O time de Kenny Dalglish e Graeme Souness não viu a cor da bola. Foi o jogo da vida para muitos — e o maior título da história do clube. O Flamengo conquistava o mundo com classe e um futebol encantador.

2. Flamengo 2 x 1 Real Madrid – Palma de Mallorca, 1978

Em agosto de 1978, o Flamengo encarou o Real Madrid na final do Torneio Palma de Mallorca, na Espanha. Mesmo sem Zico, poupado na época, o rubro-negro mostrou que não precisa sempre de seu maior ídolo para fazer história.

Cléber e Cláudio Adão marcaram os gols da vitória por 2 a 1 contra os merengues. Era um jogo amistoso, sim, mas valia troféu — e reputação. E o Flamengo tratou de reforçar a sua diante de um dos clubes mais tradicionais do planeta.

3. Flamengo 2 x 0 Barcelona – Ramón de Carranza, 1979

Em 1979, no famoso Torneio Ramón de Carranza, na Espanha, o Flamengo enfrentou o Barcelona pela semifinal e aplicou 2 a 0, com gols de Júlio César e Cláudio Adão. Não era qualquer Barça — era um time forte, cheio de expectativa, e que entrou em campo como favorito.

Mas o rubro-negro carioca, mais uma vez, surpreendeu. Com disciplina tática e talento individual, venceu com autoridade e chegou à final do torneio internacional, confirmando sua fama de time que não se intimida.

4. Flamengo 3 x 1 Eintracht Frankfurt – Gira europeia, 1980

Em junho de 1980, o Flamengo excursionava pela Europa enfrentando adversários fortes. Um deles foi o Eintracht Frankfurt, campeão da Copa da UEFA no ano anterior. O placar? Vitória rubro-negra por 3 a 1 em solo alemão.

O detalhe curioso é que o time carioca encantou até a imprensa alemã, que destacou o estilo envolvente e a “alegria do futebol brasileiro”. Era um Flamengo em preparação para algo maior — o título mundial viria no ano seguinte.

5. Flamengo 3 x 1 Benfica – Lisboa, 1956

Muito antes de Zico, o Flamengo já dava aula fora do país. Em 24 de junho de 1956, o time enfrentou o Benfica, em Lisboa, pelo Troféu Dr. Alves de Morais, e venceu por 3 a 1. A partida foi disputada diante de um estádio lotado e deixou a torcida portuguesa de queixo caído.

O resultado, além de simbólico, foi histórico: o Flamengo venceu o maior clube de Portugal em sua própria casa, mostrando que o futebol brasileiro — e carioca — já dava sinais de sua grandeza.

O que esses jogos têm a ver com o Mundial de Clubes de 2025?

Muita coisa. O novo Mundial de Clubes da FIFA, com 32 equipes, será disputado entre 15 de junho e 13 de julho de 2025 nos Estados Unidos. O Flamengo, por já ter vencido a Libertadores em 2022, está garantido na competição. E lá pode reencontrar rivais como o Real Madrid, o Manchester City, o Chelsea e outros gigantes.

Esses confrontos do passado mostram que, quando o Flamengo entra em campo contra europeus, ele não joga só com a bola — joga com o peso da sua camisa, a força da sua história e a paixão de uma torcida que nunca se cala. E se calou o Liverpool em 1981, por que não sonhar de novo?